Principal Labial

História do Batom


Qual é a mulher que não anda sempre com um batom na bolsa? Todas nós temos esse hábito, porque sabemos que é um item fundamental para estar arrumada e aparecer bem em qualquer ocasião. Mas alguma vez você já se perguntou como ele apareceu?

Podemos dizer que, praticamente desde o mundo é mundo, as mulheres buscam formas de ficar mais bonitas. Os lábios sempre foram – e continuam sendo – um dos nossos atrativos principais.

Um dos primeiros registros de lábios femininos pintados apareceu na antiga Mesopotâmia, com o hábito de triturar joias semipreciosas para aplicá-las na boca e nos olhos, para adornar o rosto. Por volta do ano 3000 a.C., as mulheres da região de Vale do Rio Indo (Afeganistão, Paquistão e Noroeste da Índia) também usavam este preparo, algo que sairia muito caro nos tempos atuais.

Labial-BR

Somente no século XVI, em um dos reinados mais importantes da Grã-Bretanha, o uso do batom se popularizou na Inglaterra e na Irlanda. A rainha Elizabeth I introduziu a combinação de rostos muito brancos e lábios chamativos, com um vermelho intenso. Nessa época, a substância que dava consistência aos batons era feita com produtos naturais: cera de abelhas e pigmentos de plantas.

Durante o Renascimento, começou a funcionar o primeiro laboratório de produtos cosméticos e foi fundado o primeiro instituto de beleza. Em 1880, foi criado um batom vermelho em forma de pomada, com manteiga, raízes de um corante natural, uvas pretas sem polpa e cera de abelha em sua composição.

Red lipstics isolated on white

Anos depois, Maurice Levy inseriu um batom em bastão sólido em um recipiente que deslizava e o colocou dentro de um tubo de metal com tampa. Ele criava então um formato especial e muito prático, já que o bastão deslizava na parte superior, com uma minialavanca.

A partir de 1919, a Avon passou a comercializar os primeiros batons em embalagem de metal. Na época as mulheres pintavam a boca com o estilo “Arco de Cupido”, muito popular naqueles tempos. O primeiro batom em bastão produzido na Espanha foi lançado em 1922 pela empresa Puig, chamado Milady. Um ano mais tarde, no estado americano do Tennessee, um fato marcante: James Bruce Mason Jr. patenteou o primeiro batom com mecanismo giratório, que usamos até os dias de hoje.

Mas faltava o brilho. A Max Factor criou o produto 1932, vendido em garrafinhas cilíndricas com um pincel ou em pequenos recipientes (a substância era aplicada com a ponta dos dedos). Deste modo, o brilho foi introduzido no universo da beleza, onde também é conhecido como gloss.

Mas a busca e a obsessão por bocas sempre maquiadas não pararam por aí. A bioquímica especialista em óleos e petróleo Hazel Bishop encontrou uma forma de manter os batons intactos por mais tempo. Ela misturou lanolina e tintas que eram absorvidas pela pele e alcançou seu objetivo, algo que todas nós lhe agradecemos até hoje!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *