Matilde

Matilde Morales Betancourt: uma vida à prova de obstáculos


O falecimento de seu pai quando ela ainda era criança e um problema de saúde que a deixou à beira da morte foram algumas das dificuldades enfrentadas por essa jornalista colombiana, que nunca perdeu a fé em sua trajetória.

Matilde Morales Betancourt é a caçula de uma família de 12 filhos. Ela cresceu no sul da cidade de Tolima e desde pequena enfrentou várias adversidades na vida. Quando tinha apenas sete anos, perdeu seu pai, o que fez sua mãe passar a proteger mais Matilde e seus irmãos. “Minha mãe foi a primeira mulher que marcou minha vida. Ela ficou viúva aos 50 anos e, apesar de todos os problemas, sempre nos deu um impulso e seguiu com sua vida. Ela foi uma guerreira incansável, já que nunca a escutei se lamentar de nada. Tenho muita admiração e me lembro dela com muito amor e respeito”, explica Matilde, de 42 anos.

Após a morte de seu pai, a separação da família foi inevitável. Matilde foi embora para Bogotá com algumas de suas irmãs mais velhas, em busca de futuro melhor. Na cidade, ela começou a faculdade de Engenharia Industrial na Universidade Autônoma da Colômbia, mas não pôde concluir porque naquela época apareceu a chance de ir para o México, onde já mora há 18 anos. No país, ela fez licenciatura em Jornalismo, o que lhe permitiu trabalhar como editora em diversos veículos impressos e digitais, especializada na editoria de saúde.

Em 2006, a vida de Matilde sofreu uma reviravolta inesperada, quando ela teve uma trombose, causada por um coágulo na perna, que subiu e entupiu uma das veias do seu intestino. Naquele momento, ela descobriu que tinha resistência à proteína C ativada e por isso ela teria de tomar um anticoagulante todos os dias para o resto de sua vida.

Os médicos disseram que ‘quase ninguém se salva deste problema’, mas eu sou parte desta estatística. Naquela época, eu me sentia perfeitamente saudável e não valorizava tanto a vida como agora, porque me sentia intocável (a mulher maravilha), como se nada pudesse acontecer comigo. A partir dessa experiência, percebi que somos muito mais frágeis do que parecemos e devemos aproveitar cada instante. Em 2014, tive uma recaída por causa de um processo infeccioso que não foi detectado a tempo. Meu corpo teve uma falha generalizada, que levou minha capacidade de resposta ao extremo. Passei uma semana inconsciente e quando acordei havia retido tanto líquido que pesava 80 quilos. Minha saúde era muito delicada naquele momento. Hoje posso dizer que, embora os médicos tenham afirmado que era um processo longo e complicado, minha recuperação foi maravilhosa”, acrescenta Matilde.

maty4Para ela, rir é algo mais frequente que chorar, tanto que ela já foi comparada com Alegria, personagem do filme Divertida Mente, por sua força e bom humor. Ela lembra que a última vez em que chorou foi quando se despediu de seus familiares na Colômbia, após cinco meses de recuperação por causa de seus problemas de saúde. Por outro lado, ela não precisa de nenhum motivo para soltar uma boa gargalhada e costuma rir sempre. Matilde acredita que essa é uma ótima terapia para desenvolver a beleza integral das pessoas.

Matilde compra produtos da Avon e gosta da responsabilidade social da empresa. Ela chegou a participar de uma das corridas promovidas pela companhia e a divulgar o evento em alguns meios de comunicação.

Entre as colombianas mais admiradas por Matilde, está a atriz Margarita Rosa de Francisco, que, em sua opinião, marcou época, já que desde jovem rompeu paradigmas e teve diversas facetas em sua vida, sem estagnação.

“Meu maior sonho é morrer feliz fazendo o que mais gosto: escrever, entrevistar pessoas, curtir uma taça de vinho com uma boa companhia e tomar um café, um dos meus grandes vícios, como boa colombiana”, conclui.

Facebook: Matilde Morales Betancourt

Twitter: @mattybetancourt

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